O DDA (distúrbio de déficit de atenção) acomete quase um terço da população mundial. Estudos feitos com base nas características comportamentais de alguns dos grandes gênios de nossa história – Leonardo da Vinci, Ludwing van Beethoven, Albert Einstein e Fernando Pessoa, por exemplo -, acusam fortes indícios para este diagnóstico. A pessoa com distúrbio do déficit de atenção apresenta uma redução da capacidade no lobo frontal e/ou filtrar os estímulos ou respostas impróprias, vindas das diversas partes do cérebro. Isso acentua, de maneira substancial, o grau de hiperatividade, impulsividade e desatenção no comportamento do individuo. Pessoas que são taxadas de bagunceiras, irresponsáveis ou desatentas, podem ser portadoras dessa disfunção.
O cérebro de uma pessoa com DDA funciona a uma velocidade muito maior do que a de um indivíduo “normal”. O mesmo sofre ainda com a imensa quantidade de idéias que a todo instante aporta em sua mente. A necessidade de está desenvolvendo milhares de coisas ao mesmo tempo é incontrolável, não dá para relaxar nem mesmo na hora de dormir, afinal, como é possível acalmar um cérebro a mais de 200 Km/h? A maioria dos portadores desse transtorno sofre da Síndrome das Pernas Inquietas, ou seja, uma constante inquietação das pernas que pode ocorrer tanto quando a pessoas estiver dormindo ou acordada, embora seja mais comum no primeiro caso.
Outra característica marcante do DDA clássico é o alto nível de inteligência que eles apresentam. A maioria deles são sujeitos de muita criatividade: diferenciam-se por sua ampla capacidade de ter idéias, por serem inquietos e extremamente talentosos ao que se propõe fazer. Embora tenha dificuldades de se concentrar sobre determinadas matérias, os mesmos podem, paradoxalmente, apresentar uma característica que é que é exclusiva dos grandes gênios: o hiperfoco, que significa uma incrível capacidade de se compenetrar sobre algo que se identifique, abstraindo daí, o substrato de sua criação. Proporcionalmente falando, são tão inteligentes quanto desorganizados, tão criativos, quanto irresponsáveis.
Quando Voltaire, em meados do século XVIII disse “não está ocupado e não existir é a mesma coisa” e que “todas as pessoas são boas, exceto as ociosas” parece que ele estava querendo consolar o portador de DDA, já que eles não param nunca, sobretudo, quando crianças. Fase está que, assim como na adolescência, exige uma atenção mais criteriosa dos pais.
Caso o caro leito esteja reconhecendo alguém ou a si mesmo como um possível portador desta disfunção psíquica, é necessário que recorra a um especialista (psicólogos ou psiquiatras) que o possa auxiliar no controle de sua impulsividade e hiperatividade, a fim de um melhor aproveitamento de suas potencialidades.
Lucas Ribeiro Novaes
Membro do GAPS

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