domingo, 20 de novembro de 2011

ABRAPSO comemora trinta anos de fundação em congresso histórico.


Aconteceu entre os dias doze e quinze de novembro na cidade do Recife o 30º Congresso Nacional da ABRAPSO – Associação Brasileira de Psicologia Social. O evento foi realizado no Campus da Universidade Federal de Pernambuco e teve números impressionantes: afora os quase cinco mil inscritos e os mais de dois mil trabalhos selecionados, o evento de cunho acadêmico e social contagiou toda a cidade. Uma grande festa foi realizada no centro antigo da capital pernambucana para comemorar os trinta anos desta que é, sem sombra de duvidas, uma das mais importantes entidades cientificas da America Latina. Lançamentos de livros, apresentações teatrais, exibição de filmes e muitas outras manifestações culturais e cientificas fizeram deste evento um marco histórico para a psicologia social brasileira.
Quanto aos palestrantes, podemos afirmar que os mais representativos nomes da psicologia, antropologia e sociologia deste país se fizeram presentes. As mesas de debates constituíram-se como momentos inesquecíveis. Poder ouvir de pertinho toda a sagacidade do discurso revolucionário de uma Cecília Coimbra (Fundadora e Presidente da ONG Tortura Nunca Mais) ou o instigante e contundente Durval Albuquerque é algo bastante estimulante e revigorador. Isso sem falar das belíssimas palestras da Monica Franch e da Claudia Mayorga. Pedrinho Guareschi e Bader Sawaia também apresentaram trabalhos riquíssimos de perspectiva humanista e comunitária. Tudo isso, temperado pela riqueza cultural da capital pernambucana que ainda presentiou todos os participantes do congresso com um incrível concerto de Tom Zé em pleno Marco Zero, centro do Recife.
O GAPS enquanto entidade de cunho acadêmico – cientifica se fez presente no referido congresso com dois de seus integrantes: o Coordenador Geral - Lucas Ribeiro e o Tesoureiro – Gilson Santana. Para além de todo conhecimento adquirido, acreditamos que retornarmos deste importante evento ainda mais convictos de que os embates em prol de uma melhor qualidade de vida para todos aqueles que se encontra em condições de subalternidade, sujeitados aos dogmas e as engrenagens deste sistema vicioso e corrupto que constitui a sociedade brasileira, precisa continuar, precisar ser, cada dia mais, re-alimentado pelos princípios da ética e da justiça, visando corroborar para aquilo que Foucault chamou de micro-revoluções.

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